O Governo da Bahia inicia os preparativos para a nova gestão da Arena Fonte Nova, que deve ocorrer após o fim da atual PPP em 2028.
Consultoria para definição do futuro da Arena
O Governo da Bahia deu início aos preparativos para definir a nova gestão Arena Fonte Nova após o término da atual Parceria Público-Privada (PPP), prevista para 31 de março de 2028. O secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, anunciou que o Estado acionou a BahiaInveste para elaborar um diagnóstico e um termo de referência que servirão de base para a estruturação de um novo modelo de administração do estádio.
A notícia surge em um contexto onde há interesse do City Football Group (CFG), que está à frente da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Bahia, em assumir a gestão do estádio. Este assunto ganhou destaque depois que a Acelen foi oficialmente reconhecida como a nova detentora dos naming rights da Fonte Nova, o que ocorreu na segunda-feira, dia 19.

Apesar da conexão entre a Acelen e o CFG, Vasconcelos enfatizou que não há nenhuma relação entre o contrato de naming rights e as conversas sobre a parceria público-privada que se encerrará em 2028.
Possível interesse do City Football Group
Embora o secretário tenha negado negociações recentes com o Grupo City sobre a nova gestão Arena Fonte Nova, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, já havia confirmado publicamente o interesse do conglomerado na administração do estádio. Durante uma cerimônia em fevereiro deste ano, o governador mencionou que houve conversações sobre essa possibilidade, especialmente considerando a ampliação da participação do Bahia na gestão da arena, sem comprometer sua utilização para eventos culturais e shows.
O Governador reiterou a importância de um entendimento entre o Governo do Estado, a atual concessionária e o Grupo City para discutir o futuro do equipamento, em uma perspectiva que visa garantir o funcionamento eficiente e produtivo da Arena.
Adicionalmente, a BahiaInveste foi contratada para elaborar um diagnóstico que será fundamental no processo de licitação, detalhando as responsabilidades da futura gestão. Vasconcelos assegurou que o governo está em diálogo com a concessionária atual e outros potenciais parceiros, mas ressaltou que a seleção do novo administrador dependerá de um processo licitatório.
A nova gestão será uma oportunidade para repensar a forma como o estádio será gerido, especialmente porque, após 2028, a administração e todos os seus equipamentos passarão a ser integralmente do Estado. Essa mudança representa uma nova etapa, deixando para trás o modelo atual da PPP.
Além disso, o governo deverá estabelecer as regras de operação da arena, incluindo manutenção, exploração comercial, realização de eventos e utilização esportiva, assegurando sua relevância tanto para o futebol quanto para o setor cultural e de entretenimento.
No contexto financeiro, a Arena Fonte Nova registrou um prejuízo de R$ 15,8 milhões em 2025, mesmo com um aumento na receita operacional líquida, que atingiu R$ 89,3 milhões. Essas informações são cruciais para que a futura nova gestão Arena Fonte Nova possa operar de maneira sustentável e eficaz.
